Claus vivia uma guerra santa silenciosa quando visitava a família aos domingos. Sua mãe Mirtes era católica, sua irmã Cleide era batista e seu irmão Cláudio frequentava a Assembleia de Deus. Claus era o caçula e o pária. Era filiado ao PSOL e declarava-se ateu (esquecia todos os pedidos a Deus quando as coisas apertavam).
Nos almoços saborosos de domingo, baião de dois, dobradinha e feijoada eram presenças constantes. Deus também. E era evidente que três versões do poderoso embarcavam nas conversas. Jesus Cristo ali, na cabeceira, escutava cada um puxando a sardinha para sua igreja. No passado, eram mais tolerantes e empáticos, mas hoje andavam de mãos dadas quando o assunto era a…
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